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"Uma pessoa importa?" - Reflexões sobre avaliação na educação e o Método Trezentos

       "Uma pessoa importa?"     Com essa questão, o professor Dr. Ricardo Fragelli (2019) discorre sobre como as práticas educativas e, sobretudo, avaliativas com as quais estamos acostumados(as) excluem diversos estudantes todos os anos. Um raciocínio simples explica como isso acontece: tomemos como exemplo o índice de reprovação em uma disciplina de determinado curso de graduação. Se esse índice estiver, digamos, em 70% é comum o consideramos muito alto e empreendermos esforços para compreender e sanar os problemas que podem estar ocorrendo. Contudo, se esse índice cai para 10% ou 5%, talvez o consideremos normal. Porém, independentemente do número, 70% ou 5%, quem são essas pessoas por trás desses números? Por que reprovam? Ou por que não conseguem um bom desempenho no curso?     Muitas podem ser, claro, as respostas para essas perguntas, mas Fragelli (2019), em aulas com turmas extremamente cheias, quase trezentos alunos, em uma disciplina co...

Pluto: hibridizando espaços e combinando possibilidades

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      Quando se opta por uma ferramenta educativa, considera-se uma série de fatores para se fazer tal escolha (custos, tempos, conhecimento, nível de proficiência, curva de aprendizagem, disponibilidade, adequação, experiência, entre outros). Contudo, a intencionalidade é aquela que deverá guiar esse processo, pois sem uma intenção clara, informada ao público-alvo e alinhada com os objetivos nenhum dos outros critérios será realmente significativo para esse público. Nestes tempos em que tanto se fala em ensino híbrido, é preciso, antes, compreender sobre o que essa hibridização se refere para só depois selecionar as tecnologias que servirão para colocá-la em prática. De acordo com Moreira e Horta (2020), uma educação híbrida é sinônimo de uma educação total, de uma combinação de soluções e estratégias dinâmicas que relaciona pedagogias e tecnologias para ampliar os contextos educativos - e não para separá-los. Nessa mesma linha, Schlemmer e Moreira (2019) associação o hí...

VLE versus PLE: diferentes perspectivas na "selva da Web 2.0"

      O título deste post não foi escolhido por acaso: originou-se da análise de um trabalho,  desenvolvido em duas partes, por  Jon Dron (Athabasca University) e Madhumita Bhattacharya (University of Victoria) em 2007 no qual analisaram os potenciais, os problemas e a dualidade entre os Virtual Learning Environments (VLE) - ou Ambientes Virtuais de Aprendizagem (AVA) - e os Personal Learning Environments (PLE) - ou Ambientes Pessoais de Aprendizagem.      No artigo intitulado Lost in the Web 2.0 jungle (2007a), os autores elencam alguns dos problemas identificados no uso dos Ambientes Virtuais de Aprendizagem. Não são impeditivos para a sua utilização, mas sim aspectos limitadores. Na visão deles, os AVA trazem pedagogias implícitas que podem não ser as mais indicadas para os contextos nos quais são utilizados, já que isso depende de uma análise inicial em cada contexto. Além disso, o fato de possuírem diversos mecanismos de controle podem lim...

My Personal Learning Environment: um ambiente em permanente construção

      Tendo como base as duas bibliografias anotadas de Downes (2007) e Fiedler (2011)  e suas disposições sobre os Personal Learning Environments (PLEs), foi realizada um reflexão sobre o meu próprio PLE. Contudo, identifiquei que mais referências eram necessárias a fim de encontrar tanto modelos de referência já testados e parametrizados quanto outras definições que ajudassem a elucidar ainda mais os conceitos em torno do tema.      Nesse sentido, a definição de Dron e Bhattacharya (2011), ao definirem um PLE como um conjunto de aplicações interoperáveis que, juntas, formam um ambiente de aprendizagem para o indivíduo, auxiliou numa melhor concepção sobre como se proceder. A ideia de  ressignificar ferramentas já conhecidas e conectá-las numa rede combinada de recursos e pessoas torna a ideia de Web 2.0 e de aprendizagem em rede mais claras.     Entretanto, nas pesquisas realizadas alguns desafios foram surgindo. O primeiro deles foi e...

Personal Learning Environments (PLEs): bibliografias anotadas

  No âmbito da Unidade Curricular de Processos Pedagógicos em eLearning, apresentam-se a seguir duas bibliografias anotadas cuja temática gira em torno dos Personal Learning Environments (PLEs). Foram selecionados os textos "Personal Learning Environments: concept or technology?" (Sebastian H.D. Fiedler e Terje Väljataga, publicado em 2011) e "Learning Networks in Practice" (Stephen Downes, publicado em 2007) a fim de trazer duas importantes reflexões e concepções em torno do tema. Fiedler, S.; Väljataga, T. (2011). Personal Learning Environments: Concept or Technology?. International Journal of Virtual and Personal Learning Environments. 2. 1-11. DOI:10.4018/jvple.2011100101 .  Os autores partem de uma reflexão sobre como o digital tem absorvido boa parte das atividades cotidianas e tem colocado em cheque a não separação entre o social e o institucional. Justificam, ao longo das várias conceitualizações, que pessoas com diferentes identidades e profissões enxerga...

A pedagogia do elearning e o professor online

  Na Temática 1 da unidade curricular de Processos Pedagógicos em eLearning, produziu-se o seguinte artefato cuja abordagem centra-se nos aspectos inerentes à pedagogia do elearning e ao papel do professor nesses aspectos ao longo das gerações de pedagogias da educação a distância. Foi utilizada a ferramenta ThingLink para a construção do mapa abaixo. - Clique no botão PLAY para navegar!

Ecossistemas e integração com a sociedade: a extensão universitária como ponte

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       Um ecossistema, em sua essência, pode ser compreendido como a convergência de ambientes de interação entre espécies, ambientes e comunidades (Moreira et al, 2020) onde mudanças rápidas acontecem (pois estão vivos), daí a necessidade de promover a organização, a colaboração, a participação, o rápido acesso e a partilha.       Nesse sentido, pensando na sociabilidade entre essas espécies, compreender o que é um ecossistema digital nesta sociedade em rede em que vivemos implica em compreender o que é o próprio social, já que tecnologia é onipresente neste mundo hiperconectado - já dizia Castells (2003) que nem sequer precisamos mais tocar uma interface digital para interagir com ela: basta estarmos próximos a ela. Então, "social" pode ser visto como uma rede onde atores humanos e não-humanos interagem, sendo que um "ator" deve ser encarado não apenas como participante, mas como interventor dessa realidade (Schlemmer e Moreira, 2019).  ...